This Is I: 5 motivos para assistir
Hoje os motivos para assistir é do filme japonês This Is I, que foi lançado em fevereiro de 2026 pela Netflix e é estrelado por Mochizuki Haruki e Saitoh Takumi.
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O filme narra a história real de Ai Haruna (nascida Kenji), uma famosa celebridade transgênero, focado em sua luta contra o bullying, a busca pela identidade de gênero e o vínculo com o médico Dr. Koji Wada.
Confira os motivos!
1. Uma jornada sincera de identidade e autoaceitação
O filme acompanha Kenji, que mais tarde se torna Ai, em um processo longo e nada linear de descoberta de si. Não há atalhos fáceis nem “momentos mágicos” que resolvem tudo e a sua identidade é construída aos poucos, entre bullying, rejeição, dúvidas e coragem. É um retrato honesto sobre crescer sendo diferente em uma sociedade que não facilita esse caminho.
2. Uma atuação principal delicada e poderosa
Haruki Mochizuki entrega uma performance marcada pela sutileza e a transformação de Kenji para Ai não é exagerada ou teatral, ela acontece em pequenos gestos: na postura, no olhar, na forma de ocupar o espaço. A dor parece interna, contida, real. Já Takumi Saito, como Dr. Wada, constrói uma figura de apoio humana e imperfeita, fugindo da imagem de “salvador” idealizado.
3. Representatividade queer tratada com respeito e humanidade
O filme exala alegria queer, mas também mostra seus altos e baixos. Ele não transforma a transição em espetáculo nem em lição moral simplista. Mostra rejeição, solidão e conflitos familiares, mas também pertencimento, arte, amizade e esperança. É uma história que pode tocar profundamente tanto pessoas LGBTQ+ quanto quem deseja compreender melhor essa vivência.
4. Emoção genuína
Apesar de, em alguns momentos, o roteiro explicar demais suas intenções, o núcleo emocional permanece forte e verdadeiro. O bullying é retratado como algo cotidiano e exaustivo, não estilizado. As cenas familiares são carregadas de silêncios significativos. O filme não força lágrimas, elas vêm naturalmente, misturando tristeza e esperança até os créditos finais.
5. Uma atmosfera melancólica, mas cheia de esperança
Visualmente discreto, o filme aposta em enquadramentos simples e momentos íntimos. As cenas de performance trazem cor e libertação, contrastando com o isolamento inicial. A trilha sonora acompanha a jornada emocional sem se impor. Mesmo abordando dor e rejeição, o filme termina com uma sensação de futuro possível, de que existir de forma autêntica já é um ato de vitória.